Expresso Saudade e Paixão
Vais em direcção a Aveiro, com uma mala de rodinhas e uma mochila às costas. Eu fico aqui, nesta cidade imensamente povoada e tão vazia quando tu partes, contando as horas para que te possa ver outra vez e sentir-me segura nos teus braços.
Comigo fica mais um fim-de-semana e todas as duvidas que surgem e no minuto a seguir desaparecem, com as tuas palavras de segurança, e que voltam passado algumas horas, quando a minha mente já sente falta de te ouvir dizer que me adoras e o meu corpo de sentir o calor do teu, quando me agarras com uma brutalidade meiga e os teus lábios tocam os meus como se beijassem algo frágil e intocável.
Depois, tudo volta ao normal. São quatro dias de uma rotina descoordenada na qual falo contigo a maior parte do dia.
Falamos tanto que quase me vejo ao teu lado, nas ruas da pequena cidade, em cima de uma das rústicas pontes que atravessam o belo rio. Onde passamos horas e horas a falar, a sorrir, a trocar olhares em pleno silêncio, como se fossem os olhos que falam e não a boca.
A noite cai e eu volto, com os lábios tristemente doces, depois do teu beijo de despedida e com uma flor na mão que me faz sentir a ingenuidade de uma paixão adolescente como as que relatam nos filmes – quando o jovem cavalheiro dá uma flor á senhorita encantada pelo tranquilo e magnifico campo de gerberas que a rodeia.
A noite cai e eu volto, com os lábios tristemente doces, depois do teu beijo de despedida e com uma flor na mão que me faz sentir a ingenuidade de uma paixão adolescente como as que relatam nos filmes – quando o jovem cavalheiro dá uma flor á senhorita encantada pelo tranquilo e magnifico campo de gerberas que a rodeia.
Então dou por mim na escola, de onde não sai nem por um segundo e está na hora de voltar para casa. Assim o faço!
Abro apressadamente a porta do meu quarto e olho para a rosa que me deste e isso conforta-me.
Abro apressadamente a porta do meu quarto e olho para a rosa que me deste e isso conforta-me.
Não estive contigo, nem sequer em Aveiro, mas tenho uma flor que mesmo não sendo uma gerbera, me faz sentir uma senhorita apaixonada.
Isto não basta para que as saudades não permaneçam, mas ajuda-me a conseguir passar os demorados quatro dias até tu voltares.
E lá vens tu, em direcção ao Porto, com uma mala de rodinhas e uma mochila ás costas. Chegas a Campanhã onde eu te encontro com um sorriso na cara e um brilho no olhar, uns dez minutos depois, pois estou atrasada como sempre.
A minha mente volta a ouvir-te dizer que me adoras, o meu corpo volta a sentir o calor do teu e os teus lábios tocam os meus, como se beijassem algo frágil e seu.
As dúvidas desaparecem e fica apenas a certeza de que te adoro e não te quero perder.
Sonhando e Vivendo, Aniram Avlis.

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